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30 de julho de 2020

Ferrogrão: governo apresenta projeto a investidores

Terminou nesta sexta-feira (7) a série de reuniões virtuais que apresentou o projeto da Ferrogrão (EF-170) aos investidores interessados na concessão da ferrovia. Com 933 quilômetros de extensão, o empreendimento ligará as cidades de Sinop (MT) e Miritituba (PA) e será uma das vias férreas mais importantes do país.

Nos encontros, representantes do Ministério da Infraestrutura, da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) detalharam a proposta de modelagem e as principais regras de edital e contrato de concessão.

O trabalho de licenciamento ambiental do projeto, conduzido pela EPL, também foi um dos temas abordados durante as reuniões. A estatal é responsável pela obtenção da licença ambiental prévia da Ferrogrão.

O diretor-presidente da EPL, Arthur Lima, explica que o trabalho da empresa no projeto começou com análise do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). A estatal acompanha o andamento do processo de concessão até a assinatura do contrato. Para o diretor, a qualidade dos estudos ambientais conduzidos pela empresa é um dos pontos que aumentam a confiabilidade do projeto.

“A licença ambiental é um tema que levanta a curiosidade dos investidores sobre a viabilidade e segurança do empreendimento, mas estamos otimistas sobre os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos e a adequação a todas as exigências dos órgãos envolvidos nesse processo”.

Esta semana, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ressaltou a magnitude da concessão, que deve atrair mais de R$ 8,4 bilhões em investimentos.

“Para mim, a Ferrogrão é o projeto mais importante do Brasil. Estamos falando de agronegócio antes e depois da ferrovia. Estamos modelando um contrato que será bem-sucedido. Todos os cuidados de natureza ambiental também estão sendo bem endereçados. Não tenho dúvidas que teremos sucesso nessa concessão”.

Menos CO2 - Atualmente, grande parte da produção de grãos do Mato Grosso é exportada pelos portos da região sul e sudeste, a mais de mil quilômetros de distância.

Com a construção da Ferrogrão, essa rota poderá ser feita pelo Porto de Miritituba (PA), considerado mais vantajoso para o comércio com países da Europa e da Ásia.

Com a transferência de cargas para a Ferrovia, a emissão de CO2 causada pelo escoamento da produção de grãos será reduzida em um milhão de toneladas por ano.